Uma das primeiras constatações a que chegamos, quando decidimos ter poder autêntico e sermos nós próprias, é a de que é impossivel agradar a toda a gente. Foi, precisamente, por sempre termos tentado agradar a toda a gente que nos perdemos de nós.

Crescemos a ver esta necessidade de agradar nos comportamentos das mulheres da nossa família e reproduzimos papéis. Se não víamos, era-nos dito que devíamos pensar e agir assim. As boazinhas, as bem-educadas, as simpáticas, as disponíveis, as altruistas… e os adjectivos continuam.

Houve tantas vezes em que não nos apetecia nada estar ali, fazer ou dizer aquilo. Mas estivemos, fizemo-lo e dissemo-lo porque tínhamos medo de desagradar e de não sermos aceites.

Com o passar dos anos percebemos que já vivemos mentiras suficientes e que não é possível continuarmos a viver assim, sob pena de nos perdermos de nós. E decidimos cuidar de nós e sermos quem viemos a este mundo para ser. Só que essa autenticidade tem um preço e temos de estar preparadas para ele.

O preço da autenticidade é que haverá sempre quem não goste, quem julgue e quem critique. Como, aliás, passamos a vida a fazer com os outros. Quando eu deixar de me importar com isso, estou no meu caminho para a autenticidade e consequente liberdade.

O que ainda faço para agradar aos outros? De que forma me afasto de mim ao fazê-lo?

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