Olha para a tua mãe e identifica as tuas crenças, os discursos aprendidos e repetidos desde a infância, as cargas que aceitaste carregar e que não te pertencem. É fácil identificar o que nos irrita no discurso das nossas mães, o que nos mexe com as entranhas, o que gostaríamos que elas mudassem para não vermos mais reflectido fora de nós.

Já não és uma criança. Claro que deves continuar a cuidar da tua criança interior, mas tens de decidir interiormente se assumes e expressas a adulta. Quais são as batalhas nas quais queres entrar, quais as crenças que vais manter e que pactos e lealdades queres continuar a honrar?

Libertares-te dessas amarras não significa cortares relações com a tua mãe ou com a tua família. Significa ganhares a tua autonomia, assumires o teu poder pessoal e decidires viver a tua história. Por muito dolorosa que tenha sido a história da tua mãe, é ela que terá de resolvê-la e de viver com ela. Se continuas a assumir para ti as dores e lutas da tua mãe, estás a deixar uma história por viver: a tua.

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