É logo em miúdas que aprendemos a fazer comparações. Desde as notas na escola, ao comportamento e às conquistas de vida em si. Começam por nos dizer “vês, aquela menina está-se a portar bem e tu não!”. Ou perguntam-nos: “houve mais negativas na turma ou mais notas como a tua?”. Muitas vezes, utilizam estas comparações para nos manterem sossegadas e nos educarem através do exemplo (o que as pessoas que nos educam consideram ser o exemplo

Crescemos e esta tendência para nos compararmos vai-nos acompanhando toda a vida, até que decidamos parar com as comparações. Começamos por comparar a forma física, a maneira de vestir, o curso que tiramos, o bom emprego que conseguimos, o marido com quem nos casamos, os filhos que temos, a casa onde vivemos, as mudanças que fazemos, etc, etc.

Quando a nossa tendência é desvalorizarmo-nos, vamos certamente encontrar motivos que nos mostrem que as outras pessoas estão muito melhor do que nós e conseguiram feitos extraordinários que nós nunca vamos conseguir. Ora, se é verdade que cada pessoa está nesta caminhada de vida com um propósito, cada caminho é único e impossível de ser comparado.

Os momentos de comparação com os outros até nos podem servir para tomarmos consciência do que gostaríamos de ter ou de fazer nas nossas vidas e pormo-nos ao caminho. Mas só isso. Quando estiver no modo de comparação, sugiro que se compare consigo. Olhe para a sua vida, para o caminho percorrido e faça as comparações. Quem sou eu hoje, comparando com quem fui e como reagi às situações ontem? De certeza que terá motivos para se orgulhar.

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