É muito fácil e comum apontarmos o dedo aos outros quando não nos sentimos valorizados. O meu chefe é um ‘novo rico’ que me paga mal e enriquece às minhas custas; as pessoas não me ouvem nem valorizam o que eu digo; faço tudo pelos outros e, quando preciso, eles nada fazem por mim; não tenho dinheiro suficiente para fazer as coisas que gostaria, etc, etc, etc.

Não deixa de ser verdade que as pessoas têm estas atitudes e fazem isto umas às outas, mas a grande questão é porque é que eu tenho situações e pessoas destas na minha vida? Será que, se eu me valorizar, reconhecer os meus dons e o valor do meu trabalho, vou permitir que me paguem miseravelmente, vou esgotar a minha energia a ajudar os outros ou vou viver só a pagar despesas? Bem sei que, muitas vezes, nos sujeitamos para honrar os nossos compromissos e alimentar os nossos filhos. Mas a que preço e com que consequências?

O convite à reflexão, hoje, pede que se sente ou deite em silêncio e pesquise dentro de si quais são os seus dons. O que tem de único que o mundo precisa e poderá estar disposto a pagar? Qual o valor que se dá? O que pode mudar no seu dia-a-dia para se começar a valorizar? O valor que os outros me dão é exactamente proporcional ao valor que eu dou a mim mesma.

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